Cães de guarda

Cães de guarda

O cão como auxiliar de segurança

Cão de sentinela, cão de busca, cão de patrulha, cão mensageiro ou socorrista ... Hoje, o cão é uma peça fundamental na busca de hidrocarbonetos, explosivos ou drogas. Além disso, os cães colocam toda sua devoção, generosidade e habilidades a serviço do homem, da sociedade e da segurança.

Primeiro, no exército

Cães soldados

Já no século XIII a.C, o cão participava, como um verdadeiro soldado, em batalhas iniciadas pelos homens. Sua raça era reminiscente dos atuais Mastins Tibetanos, com uma estatura ainda mais imponente. Trazidos da Ásia, esses Mastins, ainda mais ferozes do que os cães de caça dos faraós, encontrou muitos compradores no Egito, e depois na Grécia. Chegaram ao Império Romano e, no primeiro século a.C, famosas batalhas colocaram os cães romanos frente a frente com os cães gauleses. Para eles, ao longo dos séculos, foram desenvolvidas armaduras cada vez mais sofisticadas. Seu desaparecimento, no século XIX, veio com o desenvolvimento das armas de fogo.

Cães de sentinela 

O extraordinário olfato dos cães e sua predisposição para a defesa e guarda de seus mestres, transformaram esses animais em sentinelas de muitos castelos, palácios, fortalezas e cidades fortificadas ... Hoje em dia, os cães fazem guarda em recintos cercados.

Cães mensageiros 

Antes do advento das telecomunicações, os cães eram muito usados como mensageiros. Receber com antecedência as últimas notícias dos destacamentos ou se comunicar com outros pontos fixos na linha de frente é, de fato, absolutamente essencial para realizar ou alterar os planos de ataque e de defesa em uma guerra.

Cães de matilha e cães de transporte 

Os cães foram muito utilizados durante os diferentes conflitos para transportar munição, alimentos ou até mesmo armas para as linhas de frente. Dois tipos de cães de matilha foram criados durante a Primeira Guerra Mundial: os cães telegrafista e os transportadores de pombos. Os primeiros foram equipados com uma bobina de fio de telefone que era desenrolada em uma rota perigosa através das trincheiras, tiroteios, arames farpados ... a fim de possibilitar a restauração das linhas de comunicação cortadas pelos combates. Os últimos foram treinados para transportar os pombos-correio até os postos.
Outros foram aproveitados para transportar macas...

Cães de patrulha

Com instintos de guarda e de autopreservação bem desenvolvidos, os cães de patrulha rapidamente alcançaram seus momentos de glória: usados para expulsar os inimigos escondidos em matagais e bosques, eles permitiam que as patrulhas frustassem emboscadas e também sinalizavam a presença de tropas rivais.

Cães de busca a feridos

Os primeiros cães utilizados para encontrar feridos foram treinados pelos egípcios: quando a luta terminava, estes cães eram soltos no campo de batalha para buscar os soldados feridos, a quem sinalizavam e lambiam. Outros cães com esta função surgiram no século XX. Treinados para encontrar os feridos, eles os sinalizavam trazendo de volta um objeto que lhes pertencia: o capacete do soldado muitas vezes servia como um sinal para os socorristas que então se deixavam conduzir pelo cão até as vítimas. Muitos são os registros que relataram as façanhas destes cães.

Atualmente

Uma vez que os conflitos mudaram muito em termos de localização e técnicas, a utilização de cães evoluiu consideravelmente. Desenvolveram-se os cães paraquedistas e transportadores de pombos-correio, mas também surgiram os cães detectores de minas, de vazamento de gás, de explosivos e de drogas.
 
Os diferentes tipos de buscas se baseiam na determinação do cão em reencontrar seu brinquedo e de ser capaz de brincar com seu mestre. Assim, por exemplo, materiais explosivos, entorpecentes ou incendiários são os marcadores que o cachorro deve encontrar para ter acesso a seu brinquedo.

Cão detector de drogas

Brincalhão e dinâmico, o ideal é que este cão de busca seja de porte médio e tenha flexibilidade, para que consiga ter acesso a todos os lugares e, se necessário, possa escalar ou se livrar de um obstáculo. Resistente, pois poderá realizar várias buscas no mesmo dia. As intervenções com os cães são frequentemente realizadas dentro de instalações: o cão deve ser capaz de encontrar a droga escondida (heroína, cocaína, maconha, ...) e, assim, acelerar as buscas que requerem um trabalho minucioso.

Cão detector de explosivos

O tipo de cão escolhido é o mesmo para os cães detectores de drogas. No entanto, tendo em vista a natureza do risco, ele deve ser mais calmo e realizar as buscas sem nenhuma agitação. As raças favoritas são Pastor Belga Malinois e Pastor Alemão.

Cães detectores de hidrocarbonetos 

Esses cães, treinados com diferentes hidrocarbonetos, intervêm após incêndios para detectar os produtos utilizados pelos incendiários. Também podem ser empregados de forma preventiva, por exemplo, nas florestas em risco. A marcação é feita onde o cão arranhar, ou seja, os produtos inflamáveis são removidos ou amostras são coletadas do local arranhado pelo cão. As principais dificuldades para o cão estão em trabalhar em uma área pela qual muitas pessoas já passaram e sob difíceis condições olfativas: um incêndio destrói determinados cheiros, embora realce muitos outros que, por vezes, são tóxicos, o que é sempre uma preocupação, além de estarem acompanhados por fumaça.

Cães de guarda e de patrulha

O trabalho do cão consiste em manter sob controle uma pessoa designada por seu mestre. O sentido de vigilância e de obediência por parte do cão é essencial aqui: o cão é solto e não deve exibir nenhuma agressividade, a menos que o indivíduo tente fugir. Na mesma disciplina, o cão ainda pode ter que guardar um objeto, um veículo ...

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