Graças aos recentes avanços no conhecimento científico sobre os componentes da fibra bruta dos alimentos, doenças como a obesidade, diabetes, constipação ou diarréia já podem ser prevenidas ou curadas de forma mais eficaz através da adição desses componentes, de qualidade e na quantidade certa, à dieta do animal.
O que é?
A celulose é uma molécula muito grande composta de milhares de unidades de glicose unidas por ligações químicas mais fortes do que as encontradas no amido. No entanto, a celulose representa apenas uma parte do total de fibras nos alimentos. O termo inclui outras substâncias vegetais fibrosas solúveis ou insolúveis, tais como a hemiceluloses, a pectina, a lignina e os oligossacarídeos. Por si só, a celulose não tem muito efeito nutricional, apesar do teor de celulose bruta indicado nos rótulos.
Seu papel no organismo
O papel das fibras no organismo depende de sua natureza. As fibras insolúveis (celulose pura, lignina) agem como um lastro no intestinos, ajudando-os a funcionar mecanicamente ao estimular a contração (peristaltismo). As fibras solúveis podem ser importantes para a saúde e higiene do trato digestivo (FOS, MOS). A ingestão suficiente de fibras é importante para produzir a sensação de saciedade nos animais em risco de ganhar peso e em gatos sedentários predispostos à formação de bolas de pêlo no trato digestivo.
Fontes naturais
As fibras são um dos principais constituintes das plantas, uma espécie de esqueleto externo que lhes serve como apoio e lhes dá sua forma. Isso explica o porquê o termo genérico "celulose" abrange, de fato, uma enorme variedade de moléculas artificialmente agrupadas; basta você comparar um tronco de árvore a uma cenoura ou a um feijão.