Introdução - O livro de obesidade felina e sua abordagem comportamental
Introdução
Se há um animal difícil de fazer emagrecer, é o gato. Uma pesquisa recente revelou que, na França, um terço dos veterinários não está satisfeito com as dietas para a obesidade para esta espécie (*) !
As dificuldades das dietas para gatos são muitas, sejam nutricionais ou comportamentais.
- Nutricionais, pois o metabolismo dos felinos é diferente do dos cães, principalmente na regulação da glicemia (ver pág. 10).
- Comportamentais, pois o comportamento do gato é bastante original e, nesta espécie, as dietas para a obesidade não podem ser conduzidas como no cão ou no homem.
Qualquer que seja o progresso da ciência, o problema da obesidade se reduz sempre a uma equação energética: como fornecer menos energia ao animal que não a dispende? Após a moda das dietas “low fat/high fiber”, a abordagem proposta é a das dietas hiperprotéicas.
Associadas a um baixo teor de amido e à L-carnitina, estas dietas oferecem novas perspectivas no combate à obesidade e contra suas conseqüências, principalmente o diabetes.
O princípio destas dietas hiperprotéicas baseia-se na conscientização da má capacidade do organismo em utilizar as proteínas como fonte de energia. A energia metabolizável de um alimento, a única indicada na embalagem, não considera este fenômeno, cuja quantificação apela para a energia líquida (ver pág.6).
A principal vantagem das dietas hiperprotéicas é dirigir a perda de peso essencialmente para as gorduras e restringir a perda de massa muscular. Este efeito foi nitidamente demonstrado em cães através dos trabalhos de Marianne Diez, da Universidade de Liège. Em gatos, o leitor poderá recorrer aos trabalhos da Escola Veterinária de Nantes, na página 14.
Assim, nós acreditamos ter reunido neste mesmo dossier dois documentos bastante complementares – um nutricional e o outro comportamental – que, eu espero, os encantem, como eles encantaram a mim mesmo.
Henri LAGARDE
Presidente






